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Escola Especial (Bilíngue) x Escola Regular (Inclusiva): qual a melhor para meu filho surdo?

Escola Especial (Bilíngue) x Escola Regular (Inclusiva): qual a melhor para meu filho surdo?

Alessandra Ayres

As famílias encontram-se em uma encruzilhada quando chega o momento de escolherem a melhor escola para seu filho surdo: a Especial BILÍNGUE ou a Regular INCLUSIVA? Vou responder essa pergunta baseada exclusivamente nas minhas práticas pessoais dentro de uma escola bilíngue para surdos. 

A Constituição de 1988 prevê e garante o acesso e a permanência na escola de TODOS, mas durante muito tempo o olhar da sociedade em geral para as pessoas surdas, foi de um ser limitado e incapacitado por estarem inseridos numa sociedade majoritariamente ouvinte e usarem a LIBRAS para sua comunicação. Com o tempo e a partir de um entendimento surgiram vários projetos e propostas para políticas públicas voltadas para educação de surdos, pensando formas de adequar as realidades do dia a dia do aluno surdo. Assim surge a educação inclusiva atual que serve e serviu de bandeira para tantos governos. 

Com isso chegamos numa encruzilhada, de um lado as políticas públicas afirmando que é garantido dentro da educação inclusiva que este aluno surdo terá o pleno acesso ao conhecimento, que deverá ser feito em LIBRAS, ou seja, com um professor bilíngue e/ou com apoio de intérprete. Sendo a LIBRAS como língua de instrução e o Português como segunda língua, mas ao mesmo tempo com foco central a língua majoritária que no nosso caso é o Português. Destaco o e/ou quanto ao intérprete pois muitas vezes o papel dele dentro de sala de aula é mal compreendido. Muitos professores por não serem bilíngues acreditam que por ter o intérprete ele é o responsável não só por interpretar, mas pelos aspectos educacionais desse aluno surdo. O profissional intérprete participa das atividades dando acesso ao conhecimento que se faz através da tradução e proporciona apoiando a interação desse aluno dentro de sala de aula.  

O início da vida escolar é fundamental para a socialização desse indivíduo e a figura mais importante é o professor. Esse vínculo servirá de apoio para aprendizagem e a criança quando tem essa relação de confiança sente ter uma base segura pois saberá que poderá pedir ajuda, apoio para lidar inclusive com suas frustrações. Uma forma de fortalecer esse vínculo é justamente demonstrando interesse por essa criança, conversas que em que ela possa sentir que alguém se preocupa com seus pensamentos e sentimentos. E como criar esse vínculo tão fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem desse aluno surdo se o professor não conhece sua língua, sua cultura? 

Muitos alegam que a escola “especial bilíngue” segrega os alunos e baseado em minha experiência dentro da Escola Especial Para Surdos Frei Pacífico, posso garantir que o trabalho que desenvolvemos com nossos alunos surdos é justamente lhes preparar para viverem numa sociedade ouvinte na qual estão inseridos desde seu nascimento, pois sua família também é ouvinte na maioria dos casos. Como se trata de uma escola bilíngue no momento que esse aluno entra na escola, todos conseguem se comunicar em LIBRAS com ele, os profissionais dentro do ambiente escolar respeitam a língua desse indivíduo surdo. Na sala de aula, ele é alfabetizado em LIBRAS como L1 e Português na modalidade escrita como L2, além do uso como apoio para essa aprendizagem a ELS – Escrita da Língua de Sinais. Esse aluno consegue socializar com seus colegas naturalmente, pois são seus pares. Todas as disciplinas são ensinadas em LIBRAS juntamente com o português escrito e a ELS-Escrita da Língua de Sinais. 

Segregação, na minha opinião, é um aluno surdo ser apenas mais um nas estatísticas das escolas regulares inclusivas. Onde, na realidade atual da educação no nosso país, na maioria das vezes não há nem professores, quanto mais professores bilíngues, que precisão dar conta de uma turma com quase quarenta alunos ouvintes com e sem especificidades, além de alunos surdos, e ainda criar estratégias de ensino – e o tão importante vínculo já comentado anteriormente. Imaginem esse aluno surdo onde nem o professor, muito menos seus coleguinhas, conhecem a LIBRAS, fica por exemplo na hora do intervalo quando é o momento para integração, Não há acolhimento e principalmente respeito a esse aluno surdo. Isso sim é segregar, separar, afastar; ele precisa muito mais do que um monitor ou intérprete para criar seus vínculos dentro da escola. Ele necessita de autonomia para ir e vir, onde possa sentir-se confiante ao cruzar pelo corredor da escola e pedir uma informação a um profissional. 

Quanto mais cedo o surdo tiver contato com a sua língua, isso se refletirá no seu desenvolvimento cognitivo, social e educacional. Pois é através da língua que se dá a transmissão de conhecimento e a cultura que completa o aprendizado. Tudo isso só é possível dentro de um ambiente escolar bilíngue. 

Acredito ser mais que importante trazermos esses pontos para reflexão, principalmente esclarecer para as famílias os dois caminhos dessa encruzilhada, para que assim, possam escolher o melhor ambiente escolar que se adapta à realidade de sua criança. 

A Constituição de 1988 prevê e garante o acesso e a permanência na escola de TODOS, mas durante muito tempo o olhar da sociedade em geral para as pessoas surdas, foi de um ser limitado e incapacitado por estarem inseridos numa sociedade majoritariamente ouvinte e usarem a LIBRAS para sua comunicação. Com o tempo e a partir de um entendimento surgiram vários projetos e propostas para políticas públicas voltadas para educação de surdos, pensando formas de adequar as realidades do dia a dia do aluno surdo. Assim surge a educação inclusiva atual que serve e serviu de bandeira para tantos governos. 

Com isso chegamos numa encruzilhada, de um lado as políticas públicas afirmando que é garantido dentro da educação inclusiva que este aluno surdo terá o pleno acesso ao conhecimento, que deverá ser feito em LIBRAS, ou seja, com um professor bilíngue e/ou com apoio de intérprete. Sendo a LIBRAS como língua de instrução e o Português como segunda língua, mas ao mesmo tempo com foco central a língua majoritária que no nosso caso é o Português. Destaco o e/ou quanto ao intérprete pois muitas vezes o papel dele dentro de sala de aula é mal compreendido. Muitos professores por não serem bilíngues acreditam que por ter o intérprete ele é o responsável não só por interpretar, mas pelos aspectos educacionais desse aluno surdo. O profissional intérprete participa das atividades dando acesso ao conhecimento que se faz através da tradução e proporciona apoiando a interação desse aluno dentro de sala de aula.  

O início da vida escolar é fundamental para a socialização desse indivíduo e a figura mais importante é o professor. Esse vínculo servirá de apoio para aprendizagem e a criança quando tem essa relação de confiança sente ter uma base segura pois saberá que poderá pedir ajuda, apoio para lidar inclusive com suas frustrações. Uma forma de fortalecer esse vínculo é justamente demonstrando interesse por essa criança, conversas que em que ela possa sentir que alguém se preocupa com seus pensamentos e sentimentos. E como criar esse vínculo tão fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem desse aluno surdo se o professor não conhece sua língua, sua cultura? 

Muitos alegam que a escola “especial bilíngue” segrega os alunos e baseado em minha experiência dentro da Escola Especial Para Surdos Frei Pacífico, posso garantir que o trabalho que desenvolvemos com nossos alunos surdos é justamente lhes preparar para viverem numa sociedade ouvinte na qual estão inseridos desde seu nascimento, pois sua família também é ouvinte na maioria dos casos. Como se trata de uma escola bilíngue no momento que esse aluno entra na escola, todos conseguem se comunicar em LIBRAS com ele, os profissionais dentro do ambiente escolar respeitam a língua desse indivíduo surdo. Na sala de aula, ele é alfabetizado em LIBRAS como L1 e Português na modalidade escrita como L2, além do uso como apoio para essa aprendizagem a ELS – Escrita da Língua de Sinais. Esse aluno consegue socializar com seus colegas naturalmente, pois são seus pares. Todas as disciplinas são ensinadas em LIBRAS juntamente com o português escrito e a ELS-Escrita da Língua de Sinais. 

Segregação, na minha opinião, é um aluno surdo ser apenas mais um nas estatísticas das escolas regulares inclusivas. Onde, na realidade atual da educação no nosso país, na maioria das vezes não há nem professores, quanto mais professores bilíngues, que precisão dar conta de uma turma com quase quarenta alunos ouvintes com e sem especificidades, além de alunos surdos, e ainda criar estratégias de ensino – e o tão importante vínculo já comentado anteriormente. Imaginem esse aluno surdo onde nem o professor, muito menos seus coleguinhas, conhecem a LIBRAS, fica por exemplo na hora do intervalo quando é o momento para integração, Não há acolhimento e principalmente respeito a esse aluno surdo. Isso sim é segregar, separar, afastar; ele precisa muito mais do que um monitor ou intérprete para criar seus vínculos dentro da escola. Ele necessita de autonomia para ir e vir, onde possa sentir-se confiante ao cruzar pelo corredor da escola e pedir uma informação a um profissional. 

Quanto mais cedo o surdo tiver contato com a sua língua, isso se refletirá no seu desenvolvimento cognitivo, social e educacional. Pois é através da língua que se dá a transmissão de conhecimento e a cultura que completa o aprendizado. Tudo isso só é possível dentro de um ambiente escolar bilíngue. 

Acredito ser mais que importante trazermos esses pontos para reflexão, principalmente esclarecer para as famílias os dois caminhos dessa encruzilhada, para que assim, possam escolher o melhor ambiente escolar que se adapta à realidade de sua criança. 

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